Você já estudou muito para uma prova, sabia todo o conteúdo, mas na hora H teve um “branco” por puro nervosismo? Ou já recebeu um feedback simples do chefe e sentiu como se fosse um ataque pessoal, estragando o resto do seu dia de trabalho?
Se você respondeu sim, saiba que o problema não foi sua capacidade técnica, mas a gestão das emoções.
No mercado de trabalho atual, fala-se muito em Soft Skills (habilidades comportamentais). E no topo dessa lista, como a habilidade mais desejada pelas empresas em 2026, está a inteligência emocional.
Mas afinal, o que é isso e por que ela define se você será promovido ou demitido?
O que é inteligência emocional?
De forma simples, inteligência emocional é a capacidade de identificar, entender e gerenciar as suas próprias emoções e as das pessoas ao seu redor.
Não se trata de “não ter sentimentos” ou ser um robô. Trata-se de sentir raiva, medo ou frustração, mas ter o autocontrole necessário para não deixar que esses sentimentos dominem suas ações e prejudiquem seus resultados.
Como o emocional impacta na performance
Muitos acreditam que a produtividade vem apenas de dominar ferramentas técnicas (Excel, programação, idiomas). Mas a neurociência explica que um cérebro estressado ou ansioso “desliga” as áreas responsáveis pelo planejamento e criatividade.
Veja como a inteligência emocional impacta diretamente a carreira do jovem:
- Nos estudos: A ansiedade consome a memória de trabalho. Dessa forma, quem tem inteligência emocional consegue se acalmar antes da prova, acessando melhor o conteúdo que estudou.
- No estágio/trabalho: Erros acontecem. Porém, quem não tem inteligência emocional desmorona ou culpa os outros. Por outro lado, quem tem, aciona a resiliência: levanta a cabeça, aprende com o erro e propõe uma solução.
- Nas relações: Ninguém gosta de trabalhar com gente “explosiva” ou “melindrosa”. A inteligência emocional ajuda a trabalhar em equipe e resolver conflitos sem drama.
“Contrata-se pelo currículo técnico, demite-se pelo comportamento.” Essa frase nunca foi tão real.
4 dicas práticas para desenvolver sua inteligência emocional
A boa notícia é que ninguém nasce com inteligência emocional pronta. Ela é uma habilidade que pode (e deve) ser treinada por qualquer pessoa. Confira como começar:
1. Nomeie o que você sente (Autoconsciência)
Quando sentir um aperto no peito, pergunte-se: “Isso é raiva? É medo de falhar? É cansaço?”. Quando você dá nome ao sentimento, ele deixa de ser um monstro assustador e vira uma informação. Você sai do piloto automático.
2. Pratique a regra dos 5 segundos (Autocontrole)
Sentiu vontade de dar uma resposta atravessada para um colega ou professor? Conte até 5. Respire. Esse pequeno intervalo dá tempo para o seu cérebro racional (córtex pré-frontal) assumir o controle no lugar do cérebro emocional. Isso evita arrependimentos.
3. Encare o feedback como um GPS
Na gestão de emoções, o feedback é o momento mais crítico. Tente mudar a chave: não leve para o lado pessoal. Se alguém diz “seu relatório precisa melhorar”, não ouça “você é incompetente”. Ouça “aqui está o mapa para eu chegar mais rápido no sucesso”. O feedback corrige a rota, não o seu valor como pessoa.
4. Desenvolva a empatia
Tente entender o cenário do outro. Se o chefe foi ríspido, talvez ele esteja sob pressão da diretoria. Se o colega não entregou a parte dele, talvez esteja com problemas em casa. Olhar para fora tira o peso de achar que “o mundo está contra você”.
Investir em inteligência emocional é fundamental para uma carreira de sucesso. Técnicas mudam, softwares atualizam, mas a capacidade de lidar com pessoas e consigo mesmo nunca sairá de moda.
Comece hoje: na próxima situação de estresse, respire fundo e escolha como reagir. Sua performance (e sua saúde mental) agradecem!
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