EMPREENDEDORISMO SOCIAL, O CAMINHO DA SOLIDARIEDADE (III)

Na palestra que fez em Curitiba, comemorativa do 52º aniversário de fundação do Centro de Integração Empresa-Escola do Paraná (CIEE/PR), dia 14 último, o empreendedor social Fábio Silva falou sobre essa atividade, vista como um conjunto de ações para reduzir as desigualdades sociais e econômicas, por meio de negócios que gerem não apenas lucro em dinheiro, mas tragam melhorias e bem-estar para as pessoas, com oportunidades iguais para todos.

 

Fábio Silva é presidente do @oportosocial, primeira incubadora social do Brasil, e da plataforma nacional de voluntariado, a @transforma.brasil.

 

O pernambucano Fábio Silva era um empresário bem-sucedido na área de clínicas odontológicas. Um dia, ao saber da tragédia das enchentes no interior do estado, começou a traçar um outro rumo na sua vida profissional. A partir de uma campanha relâmpago, mobilizou amigos e desconhecidos, arrecadando uma grande quantidade de donativos para os atingidos pelas águas. Hoje seus ganhos e comodidades são menores que na época das clínicas, mas a satisfação é maior pela prática da solidariedade através do empreendedorismo social pelo qual gosta de se identificar.“Quando aconteceu a tragédia das chuvas em Barreiros e Palmares a gente decidiu agir, fazer campanha e convidar todos os amigos para participarem. Naquela época, não tínhamos redes sociais. Fizemos a campanha por e-mail e levantamos vários caminhões de colchão. Fomos entregar em Barreiros e Palmares e a partir daí, começou uma série de ações de empreendedorismo. As pessoas começaram a ver em mim alguém que podia mobilizar, tanto recursos quanto pessoas.”

 

 

Fábio defende que as empresas brasileiras deveriam contratar seus funcionários a partir da carreira social deles. Esse também seria um fator para o empregado ascender de cargo na empresa.

“O que falta ao brasileiro, diz ele, não é engajamento nas causas sociais. É estímulo e informação, saber onde é possível ajudar. De cada dez norte-americanos, 8,5 têm engajamento social. No Brasil, o número é baixo. Apenas 12% da população brasileira têm engajamento social.

 

 

Deixei minha vida empresarial para virar empreendedor social. Como líder de uma organização social, vi que poderia ajudar muito através do empreendedorismo social, que hoje de fato é minha profissão. Acredito que o empreendedor social pode ajudar o mercado privado a ter projetos que possam mudar a cadeia de produtos ou de prestação de serviço.”



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