Outubro Rosa: a importância do cuidado para mulheres mais jovens

Incidência do câncer de mama em mulheres abaixo de 35 anos tem crescido no Brasil e no mundo. Outubro Rosa é o momento ideal para se conscientizar

Outubro é o mês de conscientização sobre os riscos do câncer de mama – o já famoso Outubro Rosa. Anualmente, o câncer de mama é diagnosticado em 60 mil mulheres no país. Este é o segundo tipo de tumor mais frequente em mulheres no mundo e no Brasil, atrás apenas do câncer de pele não-melanoma. Em 2018, foram 2,1 milhões de novos diagnósticos e 627 mil mortes em decorrência do câncer de mama no mundo todo.

Muitas vezes, quando esse assunto é abordado, o foco é colocado em mulheres acima de 50 anos – que são, de fato, o grupo de maior risco. Isso não significa, porém, que mulheres mais jovens não devem estar muito atentas e se cuidar. O número de casos em mulheres mais jovens vem aumentando nos últimos anos tanto aqui no Brasil quanto em outros países.

Câncer de mama em mulheres mais jovens

Historicamente, mulheres com menos de 35 anos tinham apenas 2% dos casos de câncer de mama no Brasil. Porém, nos últimos anos, esse percentual subiu – a incidência nesta faixa etária hoje está entre 4% e 5% dos casos. Os fatores possíveis para esse aumento são variados: incluem desde o menor número de filhos em média até a alimentação incorreta e gestações mais tardias.

Além disso, a ocorrência de tumores mais agressivos é mais comum em mulheres mais jovens, justamente por estas estarem fora do chamado grupo de risco e ainda não realizarem os exames periódicos que mulheres acima dos 50 já fazem. Neste caso, o diagnóstico é feito, geralmente, de maneira tardia, quando o câncer já está mais avançado.

Cuidado e prevenção

Por todas essas razões, é muito importante que mulheres mais jovens tenham uma rotina de cuidado. 

Além de consultas periódicas ao ginecologista, o hábito de fazer o autoexame nas mamas deve ser sempre incentivado. Junto a isso, hábitos saudáveis, como exercícios físicos e alimentação saudável, devem ser promovidos para evitar outros fatores de risco além daqueles genéticos e hormonais, como sedentarismo e sobrepeso.



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